sábado, 27 de dezembro de 2014

OS ROSTOS ANÔNIMOS HOJE TÊM NOMES: YASMIN, BENJAMIN, ROBERTO...



"A educação é a arma mais forte que você pode usar para mudar o mundo." Nelson Mandela

No mês de Janeiro deste ano (2014), onde entendi que a superfície não me cabe mais, escolha minha. Cansei de ser surda e cega. Viver não pode ser apenas um plano de metas para tantos futuros que estão por vir. Como uma jovem pode confiar em um adulto que lhe arranca seu sonho? Talvez, revendo revistando suas próprias experiências de uma formação educacional que deforma nossos sonhos.
Partirei do seguinte ponto: Por que Nelson Mandela exerce tanto fascínio? Não imagino tal líder, gritando com uma criança ou desacreditando de um jovem. Até porque paramos para escutar Nelson Mandela, porque ele ainda tinha algo a nos falar. E nós temos algo a falar as novas gerações?
No mês de dezembro, quando soube que meu visto havia sido aprovado, inicie minha viagem “interior”, pela província de Namibe, lugar este que embarcaria no dia 12 de janeiro de 2014, a convite do educador Serrano Freire. Nessa província eu encontraria com pessoas que perderam seus entes queridos e seus “bens” durante a longa guerra civil. Uau! O que eu buscaria na África? Além de pesquisas on-line fiz um passeio pela autobiografia de Nelson Mandela “Um longo caminho para a liberdade” do jornalista Ricardo Stengel e comecei a preparar o encontro que eu teria com 1.100 educadores, durante três dias. Meu tema seria: Conflito de gerações: tecendo pontos e desatando nós.
Vale ressaltar, que desde aquela viagem, o mistério da vida mudou e quem dirá o sentido de educar. Entendi para além das teorias, o que, alguns chamam de inteligência emocional. Foi naquela província de Angola, em Namibe, segundo maior deserto do mundo, que eu me dei conta do que eu sentia e o que eu faria com tais sentimentos e penso que isso é o que muitos chamam de inteligência emocional, tão divulgada e acolhida na educação. Eu sabia por que eu estava ali, reconhecia meus sentimentos e teria de aprender adequá-los em uma realidade tão diferente da minha, sem perder meu foco no que fui fazer ali.
Em Namibe, escutei diversas pessoas, que por algum motivo, tinham tudo para desistir da vida, das suas escolhas e principalmente da educação, mas não foi isso que percebi, elas não desistiam, e nos levavam orgulhosamente para conhecer ex-campos de guerras, onde boa parte de seus ascendentes haviam sumido. Mas eles estavam vivos e tinham que seguir firmes o que as gerações anteriores haviam conquistado para eles.
 Percebi ali, o sentido da mobilização que tanto me falo meu amigo educador Bernard Charlot, algo que acontece de dentro para fora, desejo que não cessa. Meus amigos angolanos,  tinham uma causa por que lutar e essa causa era e é a Educação, lutariam pelas suas raízes, pelas suas histórias, mesmo que muitas delas tivessem sido interrompidas antes do “término”. O que eu mais escutava deles era: “Aqui esta nossa terra, campo sagrado”. E minha aprendizagem começou.
Toda vez que uma pessoa mais velha se sentava em nossa mesa, os mais jovens o escutavam, como quem escuta sua mais bela melodia e a única voz que conduzia a conversa, era a voz do mais velho, entre histórias e lágrimas, íamos tendo a oportunidade de escutar as mais tristes barbáries de uma guerra civil, jamais imaginada por nós e também a possibilidade de superação humana frente a tantas perdas.
Os ensinamentos se deram dia após dia, em alguns momentos eu me perguntava: A que vim ensinar aqui?  
Já no segundo dia naquele “paraíso” perdido, seria minha conferência e confesso que nunca me senti tão insegura com meu discurso. O cenário era um grande teatro, com todos educadores uniformizados com camisas vermelhas e amarelas, além dos bonés e o sorriso estampado naqueles rostos até então anônimos. Subi naquele palco, tremendo e comecei a falar, tecer palavras em frases e enredos. Ao final, fui aplaudida e a única coisa que me lembro de ter falado foi: “Eu prometo que me esforçarei para ser uma educadora melhor, que não esquecerei jamais minha causa”. Falar é uma arte de ser acolhida e naquele dia não segui meu protocolo, segui meu coração e confesso: Acho que dei minha uma boa conferencia.
Ao sair do auditório, conversei com vários nativos, mas o que Yasmin me falou, ressoa até hoje: - “Hoje somos livres, mas ainda não sabemos voar, mas voaremos, um dia... como Nelson Mandela nos ensinou”.
Não me lembro de ter me emocionado tanto, com frases, que eu já havia visto em filmes e lido em livros. Que sensação boa eu sentia. Eu só me lembrava do Brasil, homens e mulheres correndo atrás de cumprir suas agendas. Segui, naquele tempo com tempo para o Hotel, quando, escutei alguém me chamar. Era o educador Roberto, um jovem negro de 26 anos: - Professora olha aqui, estou engraxando meus sapatos, para o encontro da tarde, a senhora e eu merecemos. O que pensar? Não pensei, apenas senti.
E dia após dia, eu fui entendendo tudo aquilo que não sou e gostaria de ser.
Dia após dia, me pergunto: Porque corremos tanto?
E hoje, o que sei é que aqueles rostos, antes anônimos, HOJE, tem nome.



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014


quarta-feira, 29 de maio de 2013

POLÍTICA CIDADANIA E DIGNIDADE: ONU e ativistas denunciam violações de direitos hu...

POLÍTICA CIDADANIA E DIGNIDADE: ONU e ativistas denunciam violações de direitos hu...: Representantes da ONU, vítimas e ativistas vão denunciar hoje (terça-feira) nas Nações Unidas sérias violações aos direitos humanos que est...

domingo, 4 de novembro de 2012

Jane Patricia Haddad

sábado, 1 de setembro de 2012

terça-feira, 12 de junho de 2012

domingo, 8 de abril de 2012

3º Encontro Nacional da Rede RC - ENaRC 2012



Visite o grupo de troca de ideias e preparação para a realização do 3º Encontro Nacional da Rede Românticos Conspiradores - ENaRC 2012: AQUI!

Data e local propostos: 28 e 29/07, Projeto Âncora, Cotia/SP (mapa)

Seja bem vind@!

José Pacheco, no Facebook...
"Meus amigos, creio que teremos muito que partilhar e, sobretudo, para conspirar. O Âncora estará aberto para vos acolher. Tenho em mente algo que deixo à vossa consideração: e se fizéssemos um sábado tripartido? Explico... Uma manhã de reencontro dos RC, o contar novidades, novas conspirações; uma tarde em que aqueles RC que desejarem fazê-lo possam fazer apre...sentações dos seus projetos, numa sessão aberta a todos os educadores que queiram assistir (esta é a "inovação", a abertura dos RC à participação de outros educadores potencialmente RC...); uma noite de convívio fraterno. Na (eventual sessão da tarde, poderíamos dar visibilidade social aos RC. Por que não convidar a mídia? Por que não mostrar que existimos? E que há educadores (os RC e muitos outros) que pensam e constroem outra educação no Brasil... Aguardarei o vosso veredito. Recebei o meu abraço fraterno.
Jose."


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Encontro do Núcleo SP da Rede RC
(Pré-Encontro Nacional 2012)


Sábado, 14/03, das 14h às 17h
Centro de Ensino Sao José
Av. Comendador Alberto Bonfiglioli, 525 - Butantã, São Paulo

Página do evento no facebook:
https://www.facebook.com/events/391598837525407/

Página do evento no ning:
http://romanticos-conspiradores.ning.com/events/encontro-nucleo-sp-pre-encontro-nacional-2012

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Grupos dos Núcleos Regionais da Rede RC
Para quem quiser propor e construir encontros preparatórios, caravanas, pós-encontros, etc, seguem os links das paginas dos núcleos no ning:

ABC (aqui) | Bauru (aqui) | Candangos (aqui) | Floripa (aqui) | MG (aqui) | MS (aqui) | RJ (aqui) | RN (aqui) | SP (aqui) | Sul (aqui) | Sul Catarinense (aqui)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Mais um Crime, mais explicações e menos entendimento.

Jane Patricia Haddad 09/12/2010
Ao me deparar com a noticia do jovem que matou o Professor, segundo o aluno: “por ser perseguido e injustiçado”, eu me pergunto: Já ouvi isso em algum lugar? E vocês?
Não é o primeiro caso de violência, de aluno para professor, infelizmente, este terminou com a morte do professor. Quem teve a oportunidade, de assistir esta semana o programa: Profissão Repórter por Um dia, na Rede Globo, pode acompanhar junto ao repórter, o dia a dia de uma escola, no caso daquela escola exposta. Outro dia coloquei no meu Facebook: A mídia está a favor ou contra a educação? Já que a má educação é a bola da vez, parece que não anda acontecendo nada de bom, nenhum projeto interessante, enfim este seria outro desabafo.
Onde quero chegar com estas palavras? Quero simplesmente desabafar como educadora e, mãe e cidadã, provocar, aqueles que ainda estão acordados de um mundo que mais parece um pesadelo. M
Nos últimos dias, só se fala e se ouve sobre mais um crime, um jovem de classe média, 23 anos, insatisfeito com o professor, faz o que já era “esperado” elimina quem o incomoda.
Aproveito e volto ao programa do Repórter por um dia, na escola, apresentada no programa, os protagonistas são alunos de 12 a 14 anos, que se recusam a entrar em sala de aula, ficam brincando no pátio; a Diretora “tenta” impor limites, (ordenando que eles subam) alguns, argumentam a professora ainda não chegou, eles sempre chegam atrasados. Já do lado dos professores, a queixa é, os alunos não querem nada com nada, só de ouvir o barulho deles, me dá crise de nervos, e assim segue a conversa, vários, estão de licença médica, uma foi agredida, a outra ameaçada, um continua dando aulas sob efeito de remédios...
Será que a crise educacional começou agora? Quem não se lembra de casos como o daquele aluno de São Paulo, do curso de medicina (ótimo aluno academicamente), resolveu ir ao cinema e eliminar algumas pessoas. E aquela menina linda, loirinha, carinha de anjo, que resolveu juntamente com o namorado deletar os pais, que discordavam da vida que ela vinha levando. Alguns poderão estar pensando, o que isso tem a ver com a educação? Continuando, na semana retrasada, foram mostrados em todos os jornais, alguns jovens em plena Avenida Paulista, em São Paulo, resolveram agredir outros, supostamente homossexuais, ou quem sabe para quebrar o tédio, como foi o caso daquele menino bem criado que surrou a doméstica, por supor que ela era uma prostituta. Assim seguimos, nós adultos, pais e educadores, horrorizados com tais cenas, porém aliviados, por não serem nossos filhos parentes, afinal de contas, eles são diferentes.
A pergunta que dói: Será que são? Basta discordarmos deles, um não banal, já vem revolta, um pedido negado, a cara fechada, graças a Deus na maioria das vezes, podemos encaminhá-los a bons psicanalistas e eles acabam descobrindo que além do prazer existe o desprazer. Uma boa receita agora, talvez fosse: Levem seus filhos a um bom Psicanalista, o melhor, vamos refletir se não seria melhor começarmos pelos adultos.
Confesso a vocês, que neste momento, mais uma vez me abato como mãe e como educadora, me pergunto, onde estamos errando? Será que estou falhando aonde? Pois me sinto responsável por estas barbáries, sou parte dessa rede de adultos que se forma na redoma do “tudo pode”. Onde estamos nos isentando? O momento não é de continuarmos buscando culpados e respostas e sim agirmos, matricularmos os pais nas escolas, criar estratégias de Conversas (Roda de Conversas), nos implicarmos como adultos que somos para além de apenas prover.
Há uma crise instalada, que é possível ser revertida, desde que os adultos se reconheçam como tal, professores e pais precisam entender que as rebeldias e criticas dirigida a eles, não podem ser levadas como pessoais. A educação não cabe mais só na família e na escola, ela é condição se sobrevivência da humanidade. Ela pode sim, começar dentro de casa, dizer um não, adiar um “prazer”, impor uma obrigação e quem sabe até pedir que o filho lave um copo.
Um professor morreu, (este nós vimos e soubemos), um jovem acabou com sua vida e a de sua família, (também pudemos ver). Diante de mais um espetáculo, eu não poderia me isentar de lembrar a “sábia” fala do responsável pelo Instituto Metodista Isabela Hendrix: “o que aconteceu foi um caso isolado”... Fico pensando isolado para quem? Sem maiores julgamentos, será que o “isolado” não é para garantir o mercado, que é sustentado pelos alunos que lá estão? E os professores que lá trabalham, foram escutados? Este jovem foi ao ato: MATOU, ele deve ter dado sinais que talvez não fosse escutado, ou foram, porém abafados. Há tantos alunos e professores silenciosos, que deveriam ser acolhidos.
Volto afirmar, sou educadora e prezo muito minha profissão, já fui diretora de escola particular, e confesso, eu me fazia ADULTA diante de quem precisa de figura de adultos. Indisciplina, violência, e diversos fenômenos existem, e sempre vão existir nas relações humanas. A questão é como gerir os conflitos antes que eles não possam mais ser traduzidos em palavras. Não estaríamos vivendo uma crise de ausência de adultos, referencia e lei?
Voltando ao programa do Repórter por um dia fiquei ouvindo o que eu não queria escutar, a câmera do Repórter ligada: a diretora dizia para o aluno: Entre para sala de aula... O aluno respondia: cuidado com o que você vai falar estamos ao vivo!
Revisitando minha memória, acabo de me lembrar, na semana passada, no domingo, Programa Fantástico, também uma escola está em foco, uma professora e sua turma sendo acompanhadas, pela equipe do programa.
Se você tiver um tempinho, assistam, olhem como as relações professor aluno vêm sendo estabelecidas. Observem, as posturas, as “provas”, os apelidos e as tais “perseguições” sem contar o Conselho de Classe que ali foi apresentado, mais parecia uma sessão de julgamento, em que os réus eram os alunos.
Ah! Meus amigos, como diz Bernard Charlot, educador Francês, professor não é herói e nem vítima. O momento atual é um convite aos educadores: Olhem para dentro de si, lá no fundo e se perguntem: Vocês estão dispostos a serem educadores? Dariam as mesmas aulas para seus filhos que dão para seus alunos?
Quantas pessoas ainda terão que ser mortas, para que olhemos para além do que julgamos ser uma boa ou má educação.
Não me interessa, se o que ocorreu foi um caso isolado, ou não. Meu interesse é o que faremos com isso? Buscaremos novamente apenas apontar e prender o culpado? O culpado já foi pego, é um jovem de 23 anos. E agora, vamos esperar o próximo episódio?
Em minha opinião, achar culpados alivia “um pouco a dor” da família de quem perdeu o ente querido, o buraco jamais será preenchido, os filhos órfãos desse professor entenderão que o mundo é feito de que? Definitivamente, mais esta barbárie, deve desacomodar os acomodados, todos e cada um, na sua casa, na sua profissão, no seu grupo. Sentir-se responsável por si e pelo outro. Resgatar a gentileza, e principalmente voltar a indignar-se, refletir e agir. Qual é a Parte que Lhes cabe?
Jane Patricia Haddad. Educadora por opção!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Depoimento GUI

Ira foi a primeira pessoa a fazer uma reflexão sobre o cuidado e o respeito que o educador deve ter diante/entre seus alunos.Nenhuma ação é neutra ou desinteressada num processo educativo, necessariamente geram consequências.
Carrego isto comigo até hoje e devo isto à ela.
Grato, quanta saudade...
GUI MALTEZE arte-educador

Iraci Vidal: 2005 - Projeto de sinalização

Iraci Vidal: 2005 - Projeto de sinalização: "Projeto de sinalização desenvolvido por Iraci Vidal - quando diretora da Escola Anita Malfatti - em parceria com a Universidade Anhembi Mor..."

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A ESCOLA DA PONTE

A PIPA E A FLOR de Rubem Alves continua em cartaz



Saudações.
Em 2010 continuaremos apresentando A PIPA E A FLOR

2009 - 10 anos em cartaz

Experimente colocar a poesia em sua escola.



“Do Brasil para Portugal ·Uma proposta de teatro nas bibliotecas ”.

[02-05-2001]

Chama-se Teatro do Grande Urso Navegante, e é um grupo brasileiro que veio a Portugal apresentar uma belíssima peça para crianças chamada "A pipa e a flor" - da autoria do pedagogo Rubem Alves - e animar oficinas de teatro em escolas e bibliotecas. Deveriam voltar para o Brasil agora no final de Abril, mas gostaram tanto do nosso país que decidiram ficar até Julho. E têm vontade de conhecer mais e de levar a mais lugares a sua arte, o seu espectáculo e o Brasil de onde vêm, que não é o das famílias ricas das novelas: "nós estamos na contramão da história", dizem. O espectáculo que apresentam é um exemplo da animação que vale a pena fazer nas bibliotecas: uma peça extraída de um livro, uma peça que dá tanto prazer como faz pensar. Assim. Simplesmente, sem artefactos desnecessários: um actor, dois músicos e o seu público. Nem sequer um palco: uma roda de amigos “


De: Rubem Alves

Assunto: Juro que vale a pena! Você não se arrependerá

Como você sabe, eu escrevo estórias para crianças. Essas estórias têm rodado por aí, e descobri que não são só as crianças que gostam delas. Os adultos também. E elas têm sido usadas nas situações mais variadas, em terapia e até mesmo por empresas. É que a verdade das crianças são verdades de todas as idades. Uma coisa é ler o livro que eu mesmo escrevi. Como fui eu que escrevi, a leitura não me causa mais surpresa. Mas a surpresa me aconteceu quando vi um dos meus livros encenado por um artista fantástico, o Laerte Asnis. O Laerte faz teatro. Mas o teatro dele, eu nunca vi igual. Ele tomou uma de minhas estórias. “A Pipa e a Flor”, transformou-a com a sua imaginação, deu-lhe vida e todo mundo que participou do espetáculo viveu aquilo que eu havia escrito, inclusive eu.. Na verdade, muito mais do que eu havia escrito. Acredite: fiquei emocionado. Todo mundo ficou. Ao final, todo mundo estava feliz, comovido e pensativo. Isso é a coisa extraordinária da brincadeira teatral do Laerte: ela faz pensar. Tem uma função estética – é bela; uma função lúdica – todo mundo brinca; e uma função pedagógica – todo mundo pensa. Se eu pudesse faria com que todo mundo participasse do teatro do Laerte. E é por isso que eu estou lhe escrevendo: para dizer que o teatro dele é muito bom, vale a pena, é para pequenos e grandes. Junto com essa vai uma descrição do Projeto “Livro em Cena”, com referência especial ao meu livro “A Pipa e A Flor”. Se você puder abra um espaço para ele. Veja: estou me comprometendo pessoalmente, dou-lhe a minha palavra: você não se arrependerá. Depois, me conte..

Um grande abraço do

Rubem Alves

Leia também

Rubem Alves: Interpretar é compreender

Artigo Sinapse – Folha de São Paulo de 27/04/2004

Site: www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u814.shtml

Mais informações

http://apipaeaflor.blog.terra.com.br

Abraços

Laerte Asnis

laerteasnis@gmail.com


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Bom dia,

Querido(as), é com alegria que partilho com vocês a notícia de nosso encontro "Docência Compartilhada, um dispositivo para o ensinar e o aprender."
Não deixem de assistir ao vídeo!
Abraços,
Denise Armani



Auditório Master lota com Docência Compartilhada, um dispositivo para o ensinar e o aprender
document.title = unescape("Auditório Master lota com Docência Compartilhada, um dispositivo para o ensinar e o aprender :: UniRitter")
Postado em 14/08/2009 às 14:00

O Núcleo Românticos Conspiradores Sul, com apoio do Curso de Pedagogia do UniRitter e do Colégio Farroupilha, promoveu o evento, que teve com participação do professor português José Pacheco. Representantes de escolas municipais, estaduais e particulares de todo o Estado estiveram presentes.
O Núcleo Românticos Conspiradores Sul, com apoio do Curso de Pedagogia do UniRitter e do Colégio Farroupilha, promoveu nesta sexta-feira (14/08) pela manhã o encontro Docência Compartilhada, um dispositivo para o ensinar e o aprender. O Auditório Master do UniRitter esteve lotado para acompanhar o relato de representantes de escolas municipais, estaduais e particulares sobre sua experiência em relação ao assunto.
As Escolas Gilberto Jorge, Dolores Alcaraz Caldas e Martim Aranha, de Porto Alegre, mais a escola Guido Arnoldo Lermen, de Lajeado, mostraram seus trabalhos com os alunos de diferentes ciclos. Professores de cidades como Canguçu, Cidreira, Viamão e Montenegro, para citar algumas, vieram do Interior para participarem do encontro. Docentes da Ufrgs, do UniLaSalle, do IPA, do FAE Sevigné e da UniVates também compareceram. Em debate, como organizar a pedagogia nas escolas para atender a todos os alunos, considerando suas diferenças e necessidades específicas, enriquecendo a troca e conseguindo promover o aprendizado com a diversidade.
O professor José Pacheco resumiu em sua fala o espírito do encontro: "O que não dá para fazer é ficar de braços cruzados esperando o melhor momento, a melhor política pública, o melhor governo. O importante é fazer, seja com três professores, seja com um grupo grande. Do trabalho compartilhado surgem os desafios para a burocracia".
O evento conseguiu aglutinar os professores em torno do tema. Os docentes aprofundaram o debate a respeito da docência compartilhada e de sua aplicabilidade no ambiente escolar como um elemento favorecedor na construção da identidade individual e coletiva de professores, na reflexão sobre a autoridade, na valorização do trabalho em equipe e na relação com os alunos.
"Ficamos muito felizes de termos recebido um público tão numeroso e interessado em qualificar cada vez mais a Educação no nosso país", afirmou a Profª Ana Cristina Rangel, coordenadora do Curso de Pedagogia do UniRitter. "Foi ótimo ter realizado esse evento aqui na Instituição, que preza tanto a educação como um bem público."
Confira vídeo sobre as experiências com Docência Compartilhada nas escolas clicando aqui e aqui.
Por Andréa Lopes




http://www.uniritter.com.br/?noticia=659

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Prezados (as) Românticos Conspiradores,

Primeiramente gostaria de me apresentar: sou Denise Armani, pedagoga (supervisora e orientadora educacional), atualmente fazendo especialização em Psicanálise e Educação (que tem me desacomodado bastante, em virtude da profundidade dos estudos), casada, um filho de 14 anos, residente em Porto Alegre/RS.
Tal apresentação se deve ao fato de que na reunião do Núcleo Sul realizada no dia 25 de agosto/2009 em que fui convidada a assumir a coordenação desse núcleo. Isso ocorreu em face das dificuldades pessoais da Cleusa em continuar na coordenação e na minha aceitação, diante da motivação das demais colegas, de assumir esta empreitada.
Quero aproveitar o momento, também, para pedir desculpas pelo silêncio de um pouco mais de um mês. Mas esse tempo era necessário para que eu pudesse me organizar adequadamente.
No dia de 14 de agosto foi realizado, nas dependências e com o amplo apoio do Centro Universitário Ritter dos Reis, o encontro intitulado “Docência Compartilhada”, com 425 inscrições, sendo 390 realizadas on-line e 35 presenciais, contando com 342 participantes presentes, além da agradável e animadora companhia do professor José Pacheco.
A partir da avaliação desse encontro, em reunião posterior do núcleo, verificamos que a ampla maioria dos participantes gostaria que fosse tratada, futuramente, a questão da violência na escola. Assim, estamos nos mobilizando com o intuito de organizar um encontro de educadores que verse sobre o referido tema. Para tanto, estamos procurando formar um grupo de apoio de outros segmentos além da educação (oriundos da psicanálise, do direito, da sociologia, dos conselhos tutelares, da justiça restaurativa no âmbito da escola, enfim, pessoas que, de uma forma ou outra lidam com as questões de políticas públicas voltadas para o aspecto em comento), com a finalidade de obtermos subsídios dos mais variados enfoques, sem deixar de lado o norte principal desse futuro encontro: a violência escolar.
Assim, agradeço a atenção de todos e (tendo em vista que me considero uma “aprendiz de coordenadora”) me coloco a disposição para eventuais esclarecimentos, bem como para dialogar, mesmo que via e-mail, a respeito dos anseios que todos temos. Não tenho dúvidas de que é justamente isso que nos faz crescer: a troca, a conversa, a proximidade, o apoio... Desse modo, conto muito com cada um de vocês, queridos conspiradores.
Abraços a todos.

Denise Armani

terça-feira, 15 de setembro de 2009

NÚCLEO RC/SUL Quero-Quero
Ata - 15/09/2009

De acordo com a definição do encontro anterior, reunimo-nos no Uniritter a fim de “conspirar”, com a presença de alguns convidados, a respeito da realização de um futuro encontro de educadores, abarcando o tema VIOLÊNCIA.
Nos reunimos na sala 200, contando com as seguintes presenças: Ana Cristina (Coord. da Pedagogia do UniRitter), Beatriz, Cláudia (Justiça Restaurativa – SMED), Sandra, Cristiane, Denise, Fernanda, José Ricardo (Mestrando – Sociologia-UFRGS), Laura (Psiquiatra) e Maria Helena.
Num primeiro momento, após a apresentação de cada um, assistimos ao vídeo “Caminho dos Tolos”, que trata da violência na escola, mais especificamente de um caso de bullyng que acaba tendo consequências bastante graves. O filme foi produzido por um grupo de alunos do Colégio Estadual Padre Reus, da zona sul de POA.
O curta metragem sensibilizou o grupo, trazendo a representação dos próprios jovens. Verificou-se momentos de solidão e desespero do adolescente, descaso da família, fraca atuação da gestão da escola, agressões físicas e verbais constantes.
O grupo participante na reunião levantou diversas questões, de forma produtiva, tais como:
à a utilização do vídeo, com a participação dos alunos que o produziram, na primeira parte do encontro de professores, com a mediação de dois educadores, a fim de entender um pouco melhor a questão da violência sob a ótica dos estudantes;
à abordar a questão da “Justiça Restaurativa”, não somente como uma forma de solucionar os conflitos já instaurados, mas também como medida profilática, buscando o envolvimento entre corpo docente, corpo discente, funcionários da escola e comunidade.

OBS: foi sugerido também que além do trabalho com a justiça restaurativa, o encontro pudesse sinalizar e dar destaque às alternativas que estão sendo potencializadas nas escolas, assim não ficaremos focados nos problemas!

A próxima reunião ocorrerá, provavelmente, na primeira quinzena de outubro, na SMED. Buscar-se-á a participação de alguma(s) escola(s) que tem se destacado na realização de ações de combate à violência (Rafael Pinto Bandeira, Padre Reus, Anchieta ...).

( Ata produzida por Cristiane e Sandra)

domingo, 6 de setembro de 2009

Conectem-se a nossa Comunidade Virtual!

O número de participantes na comunidade ning dobrou nos últimos três meses, entretanto...

Luiz de Campos Jr.

A comunidade virtual da Rede RC na web – o site Ning dos Românticos Conspiradores – tem crescido constantemente desde sua criação pelo Nilton Lessa (RJ), em Fevereiro deste ano. Desde Junho último, o número de inscrições dobrou, chegando a quase 300 membros.

Nesta sua curta existência de apenas 7 meses, foram criados diversos fóruns de discussão, sub-grupos reunindo interessados em temas específicos e plataformas virtuais de 8 núcleos RC. Foram postados muitos vídeos, fotos e artigos de blogs. A biblioteca virtual já conta com mais de uma centena de obras disponíveis para download. Diversas oportunidades de apoio a projetos educacionais - como prêmios, concursos e licitações - são continuamente divulgadas, assim como muitos cursos e palestras gratuitas, simpósios, festivais, etc.

A nossa comunidade virtual tem um caráter essencialmente democrático. Todos os conteúdos são de acesso irrestrito para qualquer pessoa que visite o site – seja membro ou não. Todos os membros têm liberdade para publicar seus conteúdos, sugestões, criar fóruns, grupos e comunicar-se entre si. Esse espaço está sendo construído a partir da contribuição e a interação espontânea dos próprios participantes.

E como construir o nosso espaço é significativo...! Há poucas coisas mais significativas do que isso. [...] Quanto as meninas de Ubatuba, já pesquisei quem estava aqui e já convidei várias pessoas, a minha intenção era justamente fazer um grupo de Ubatuba, mas vc foi mais longe ao falar do litoral norte. Estou pensando tbm em fazer um grupo ou fórum para comentar as obras da biblioteca. Adorei aquele grupo dos filmes [...] Line Mayer – Ubatuba.

Entretanto, a maioria dos participantes é formada por novos conspiradores, que têm tido acesso a Rede RC ao participar de eventos onde o site é divulgado ou diretamente via web, através de sites de buscas, links de outros sites, etc. Creio que é muito importante que os conspiradores mais antigos, que participam da rede RC desde o início da sua formação, também se juntem a comunidade virtual. Temos, por exemplo, mais de 300 integrantes na lista de e-mails nacional e mais de 170 inscritos no e-grupo SP, a maioria dos quais não estão inscritos na comunidade do ning.

Esta é mais uma possibilidade de caminharmos juntos na direção das transformações educacionais – e humanas – as quais almejamos. E o mais importante: a partir do apoio mútuo e espontâneo daqueles que solidariamente se juntam a esta Romântica Conspiração!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

NÚCLEO RC/SUL Quero-Quero
Data: 25/08/2009
Ata

Local: Colégio Farroupilha
Presentes: Beatriz, Cleusa, Denise, Dora, Maria Helena, Marilei, Miriam, Nadine, Sandra, Suzana.
1. Fez-se uma avaliação do evento de Relato da Docência Compartilhada: apesar do recesso a presença foi muito significativa; os certificados foram valorizados por todos os presentes.
2. Cleusa Beckel comunicou sua necessidade de afastar-se da coordenação por motivos que envolvem estudos e doença grave na família.
3. Sugeriu-se o nome de Denise Armani para assumir a coordenação do Núcleo Sul. O grupo acolheu a sugestão.
4. Titton sugeriu que o núcleo fique focado na promoção de encontros de educadores, para pensar, discutir e estudar coisas de educação.
5. Concluiu-se que é preciso intensificar o uso de recursos midiáticos.
6. É preciso entrar em contato com a Tatiana de Lageado, a fim de verificar a possibilidade de postar no Blog o filme da Docência Compartilhada.
7. Ideia importante: que possamos aproveitar as brechas do evento da Ritter para dar visibilidade a diferentes grupos, em diferentes cidades.
8. Sobre Cidreira: proposição de que o pessoal de Cidreira reúna mais de uma escola para ouvir o relato de docência compartilhada, na esteira da proposta de dar visibilidade ao núcleo e a diferentes experiências.
9. Propôs-se também que em Cidreira o núcleo possa pinçar experiências diferenciadas, para as quais será dada visibilidade.
10. Pedir para a Tati de Lageado um parecer sobre a repercussão do evento para a escola.
11. Pergunta proposta para os professores do Colégio Farroupilha: houve alguma reverberação na escola, após ouvirem o relato de docência Compartilhada? Cleusa Beckel relatou as experiências de docência compartilhada no Ensino Médio.
12. Idem para a escola de educação infantil Bicho Carpinteiro: nessa escola vêem a docência como uma construção coletiva. As professoras já trabalham nessa perspectiva. Passaram a questionar-se sobre como reunir as turmas, pois não têm espaço físico disponível.
13. Titton comentou que a prática pedagógica compartilhada é o grande desafio do magistério, pois prevalece o isolamento. A Docência compartilhada é posterior a isso. A prática pedagógica compartilhada prevê a inclusão de todos os alunos.
14. Miriam comentou que o relato focou demais a inclusão de alunos.
15. Decidiu-se categorizar os temas sugeridos na ficha de avaliação.
16. Leu-se o documento de avaliação de todo o evento e discutiu-se os principais pontos: atrasos, pouco tempo de fala do Prof. Pacheco...
17. Marilei sugeriu que o grupo do núcleo possa estudar com antecedência as temáticas dos próximos encontros.
18. Importante: focar um novo tema, sem perder a continuidade da docência compartilhada.

Próximo encontro: dia 15/09, às 18h, na UNiritter.( Ata produzida por sandra santos)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Lançamento do Livro "Pequeno Dicionário de Absurdos em Educação"



Colegas Românticos Conspiradores!

É com muita alegria, que divulgo o convite do lançamento do livro do Professor José Pacheco, que acontecerá aqui em Porto Alegre.

Esperamos por vocês!

Abraços,

Cleusa